Arquivos descoordenados

o copy paste das minhas viagens pelo mundo do escrevinhanço espontâneo

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segunda-feira, novembro 15, 2004

Assimilação natural

Observo cada gesto e cada expressão dos utentes desta via pública que é a vida em sociedade..Retiro o bom e o puro que existe em cada um e faço-os meus, enquanto observo o ambiente em que se inserem...um café no centro de Lisboa, uma estrada meio iluminada banhada por incessantes pingos de chuva e reflexos de luzes perdidas na cidade, automóveis industrialmente fechados a passar pelo asfalto de forma harmoniosamente desconcertante.Observo e sugo cada partícula deste todo automaticamente e de forma voraz e desesperada, com uma forte necessidade de receber alguma coisa...de me preencher, de preencher algo em mim que se encontra inocupado. Inspiro esta atmosefera quotidiana determinado a, narcisicamente, buscar um prazer escondido que me capte e ocupe este espaço vazio e, através de todas estas imagens e estados de espírito, consigo-o na plenitude.Flutuo com o meu olhar sobre a cidade urbana e sobre este misto de costumes intrínsecos da vida em sociedade e sinto-me leve, sinto-me alterado, diferente, imbuído de um estado de espírito extremamente positivo e resplandescente que me ilumina e que oferece aos meus sentidos a mística de tudo o que me rodeia, que eleva o meu ser a um extremo humilde de êxtase e de um poderoso mas suave orgulho de viver.
Sinto o bater do meu coração ao ritmo de Lisboa....
Tento prolongar este estado de espírito através da escrita, que me envolve neste mundo de forma concreta mas também abstracta, tentando adiar o momento em que por uma razão ou outra, por um telefonema ou uma refeição, me perco e voo para outras paregens..